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| Oficial não reside mais no distrito, base comunitária volta a ser só uma mera intenção e policiamento aleatório preocupa população local |
Nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados em Frutal do Campo é a alteração recente do policiamento no distrito. Moradores falavam em "fim do sossego e da segurança" e num retorno de uma época "praticamente sem lei" em que roubos, infrações de trânsito e pertubação de sossego se tronaram quase que comuns no distrito.
Para esclarecer tal alteração, O Correio de Frutal entrevistou o Cabo Arantes, responsável pelo policiamento há pelo menos 3 anos, e leva à conhecimento de toda a população o que de fato ocorrerá com o policiamento em Frutal.
Em entrevista, o Oficial da PM Arantes disse ao Correio que, à princípio, continuará sendo o responsável pela segurança no distrito, mesmo (ele) com sua família não residindo mais em Frutal do Campo. "(...) Eu ainda continuo trabalhando aqui. Assumo a viatura em Cândido Mota e venho pra cá. Não é certeza ficar, estou lutando pra isso. (...) Não sou eu quem quis sair, minha família quis por conta de um estresse, consequência do trabalho policial", explica.
Há pouco mais de 3 anos no distrito, Arantes demonstrou ter um carinho por Frutal: "(...) Eu, particularmente, gosto daqui. Eu sempre trabalhei em São Paulo-SP (um outro tipo de trabalho, "da pegada") e vim pra cá pra ser um 'policial comunitário'. No principio, achei meio estranho, mas, aos poucos, fui me dando conta de como este trabalho (mais preventivo) é importante e também qual o papel fundamental da polícia na comunidade", disse.
Há pouco mais de 3 anos no distrito, Arantes demonstrou ter um carinho por Frutal: "(...) Eu, particularmente, gosto daqui. Eu sempre trabalhei em São Paulo-SP (um outro tipo de trabalho, "da pegada") e vim pra cá pra ser um 'policial comunitário'. No principio, achei meio estranho, mas, aos poucos, fui me dando conta de como este trabalho (mais preventivo) é importante e também qual o papel fundamental da polícia na comunidade", disse.
Arantes relatou ainda que gostaria de continuar morando aqui, porém, além do estresse ao qual sua família estava submetida, a falta de efetivo na PM hoje é muito grande e o obrigava a deixá-la sozinha em casa muitas vezes. Agora, continua sendo responsável pelo policiamento em Frutal, mesmo não residindo mais no distrito e se deslocará todos os dias de Cândido Mota em turnos e horários aleatórios (isto é, não definidos), de modo a não favorecer a atuação planejada de criminosos e prática de atividades ilícitas que uma visita programada poderia ocasionar. Em Cândido Mota, sua esposa e filhos não estariam mais suscetíveis ao estresse e consequências de ser o único policial no local.
As alterações no policiamento (e na vida) de Arantes, portanto, teve viés familiar (o estresse ao qual sua família se submeteu nestes 3 anos residindo com o policial no distrito) e administrativo (da ordem de efetivo policial em que a saída de policiais do contingente da PM é maior que a reposição: "(...) Hoje estamos com três policiais fora fazendo curso em São Paulo, pois foram promovidos à Sargento, temos mais dois fazendo a "Operação Verão", dois afastados com restrição médica por acidente de trabalho, outros que estão se aposentando...".
Ao ser questionado se, na sua opinião, muda alguma coisa para a população de Frutal, Arantes foi categórico: "(...) Muda! Residindo aqui há uma espécie de fator psicológico que induz a pessoa a pensar duas vezes antes de fazer algo errado. Sabendo que não estou mais aqui por 24h, infelizmente, há pessoas que podem 'se aproveitar' disso, a tranquilidade diminuir e a insegurança aumentar. Mas o cidadão deve sempre ligar '190' e informar o problema que uma unidade (viatura) será deslocada imediatamente ao distrito, caso eu não esteja por perto."
Confira um trecho da entrevista:
Além do trabalho de policiamento comunitário em Frutal, Arantes agora é responsável também pelo mesmo no Distrito Santo Antônio do Paranapanema (Porto Almeida) e no Patrimônio São Benedito. Em Nova Alexandria não houve alterações e o distrito ainda conta com uma base comunitária e o policial designado.

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